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sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Altares para os deuses nos portos de Atenas

Pausânias foi um grego que viveu no Século II d.C., e fez-se notável por ter prestado um grande serviço à posteridade: escreveu uma Descrição da Grécia, contando em detalhes como era a Hélade de seus dias. Não fosse por ele, e não saberíamos muitas coisas desse tempo, perdidas nos escombros da civilização.
Ao falar de Atenas, a Descrição da Grécia coloca o leitor na posição de um viajante que chega à cidade por um de seus portos. Pausânias esclarece, então, que em tempos remotos, o único porto era o de Falero, e foi só no tempo de Temístocles que o Pireu tornou-se o mais importante. Apesar disso, Falero ainda era usado, porque ficava mais perto da cidade. Quem viajava entre cidades gregas, geralmente chegava por ele, assim como os navios menores, com menos carga, preferiam-no. O Pireu era para grandes negociantes e embarcações maiores.
Politeístas como eram, os gregos amontoavam estátuas e altares para seus deuses junto aos portos. Não era bom correr o risco de irritar alguma das irascíveis divindades do Olimpo, nem mesmo algum dos heróis, igualmente cultuados. Seguindo a linha de raciocínio de Pausânias (*), quem chegava a Atenas pelo porto de Falero, poderia ver um belo templo em honra da deusa mais importante da cidade, Atena, e, a alguma distância, outro para o culto a Zeus. Vinham então, altares que homenageavam os heróis mitológicos da cidade, filhos de Teseu e Falero, que teria navegado com Jason em tempos distantes, e outro dedicado a um filho de Minos. No meio de muitos outros, um altar consagrado aos deuses cujo nome os atenienses desconheciam. Ainda assim, a cidade e seus habitantes pretendiam obter sua proteção e bom humor. Era politeísmo no mais alto grau, embora, nos dias de Pausânias, os velhos cultos fossem, já, mais convenção que convicção.  

(*) Cf. PAUSÂNIAS. Descrição da Grécia, Livro I. 


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quarta-feira, 19 de junho de 2024

Minervais

Minerva era a versão romana de Palas Atena, a deusa grega da sabedoria. Era homenageada no dia 19 de junho, em celebrações conhecidas entre os romanos como "minervais". 
Visto ser Minerva uma deusa associada ao saber, ao conhecimento, uma parte significativa nos festejos competia aos estudantes, que deviam levar presentes aos seus professores. Contudo, a celebração ia além: como em Atenas, em que a deusa era considerada a doadora da oliveira à cidade, também em Roma, para homenagear Minerva, ramos de oliveira eram usados para ornamentar certos espaços públicos, como os estabelecimentos de ensino e tribunais. E, como festa que se preza, ao menos em Roma tinha de ser feriado. Enquanto a celebração durava, esses lugares permaneciam fechados. 
Lembrem-se, meus leitores, de que, já nos dias do Império, chegou a haver quase tantos feriados em Roma como dias "comuns", ou seja, de trabalho. As minervais, muito mais antigas que o Império, estavam incluídas entre as datas de festas religiosas. 


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quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Corujas

Corujas-buraqueiras em vigilância alternada

Enquanto escrevo, ali no gramado um par de corujas-buraqueiras (Athene cunicularia) vigia a entrada do ninho. Por que será que em algumas culturas as corujas são consideradas mensageiras de acontecimentos infelizes? Talvez a explicação esteja no grito estridente que emitem. À noite, quando tudo o mais está em silêncio, não é mesmo música das mais agradáveis.
Corujinha, artesanato
karajá
É verdade que entre os antigos gregos o mocho era símbolo de sabedoria, em virtude de sua associação com a deusa Palas Atena. Já entre indígenas do Brasil, o conceito sobre as estrigiformes era (ou é) um tanto variável. Vejam, leitores, o que se encontra no Itinerário e Trabalhos da Comissão de Estudos da Estrada de Ferro do Madeira e Mamoré, datado de 1885, sem menção a uma etnia indígena específica, mas com certeza fazendo referência a quem vivia no Norte do Brasil:
"A coruja passa por agoureira; grasnando junto à taba (casa), é sinal de que vai morrer pessoa da família. Se, porém, passam patos-do-mato por cima da casa é aviso de próxima visita de pessoas de consideração" (*). Que dizer, no entanto, da bela corujinha aí ao lado, um brinquedo simpático, em artesanato karajá contemporâneo?
Quanto a vocês que leem este texto, que ideia têm sobre as corujas? Eu, particularmente, até gosto delas, e, por isso, resolvi homenageá-las aqui com algumas fotos, por conta do "& Outras Histórias" deste blog. Divirtam-se!

Corujas-buraqueiras em árvore

Dona coruja e seus filhotes

(*) _____. Itinerário e Trabalhos da Comissão de Estudos da Estrada de Ferro do Madeira e Mamoré. Rio de Janeiro: Soares e Niemeyer, 1885, p. 128.


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quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Imperialismo ateniense

Quem deveria ser a divindade protetora da cidade de Atenas? A resposta vem de uma lenda da Antiguidade. Poseidon e Palas Atena brigavam pelo posto - brigas não eram incomuns no Olimpo. Sucede que a contenda tomou proporções um tanto perigosas e, para restaurar a paz, Zeus e sua corte foram chamados à ação. Poseidon fundava sua pretensão no fato de ser Atenas uma cidade voltada ao comércio marítimo, estando, pois, em seus domínios. Para provar seu afeto àquela pólis, com um simples toque de seu famoso tridente fez brotar da terra um cavalo belíssimo, ideal para a guerra. Palas Atena, belicosa como era, ao menos desta vez decidiu apresentar aos deuses uma dádiva da paz que ofereceria à cidade, fazendo brotar no solo da Ática uma esplêndida oliveira, já carregada de azeitonas maduras. Nem será preciso dizer que Palas, aplaudida pelos deuses, foi considerada vencedora e, em consequência, deu seu nome à cidade. Em troca, foi nela venerada como divindade principal
Dentre as cidades da Grécia Antiga, Atenas é considerada a mais culta e desenvolvida. Sabe-se, contudo, que nela a escravidão era uma dura realidade (só assim é que os cidadãos podiam dispor de tempo livre para o envolvimento na política e para o estudo das ciências e das artes); sabe-se, também, que as mulheres eram, em geral, tratadas como seres inferiores; além disso, como cidade-Estado, mesmo no auge da democracia, admitia como cidadãos apenas uma quantidade relativamente pequena de indivíduos. Atenas foi tremendamente imperialista e, para assegurar sua vantajosa posição como exportadora de azeite, esteve perto de produzir uma verdadeira catástrofe ambiental, ao substituir a diversificada vegetação da Ática quase exclusivamente por oliveiras.
É fato que Atenas saiu das guerras contra os persas (¹) como uma potência naval forjada no calor da luta pela sobrevivência das cidades gregas. Para derrotar o "bárbaro (²)", sua atuação foi muito mais decisiva que a de Esparta. Resolvida a tirar a maior vantagem possível de um momento que lhe era favorável, Atenas aceitou liderar um conjunto de cidades que, naquelas circunstâncias, viam nela uma protetora. Foi assim que se tornou senhora de um império, acumulando riquezas provenientes do comércio marítimo e dos tributos que as cidades aliadas pagavam.
Contudo, essa situação incomodava Esparta, que também tinha aliados. Terminada a guerra contra os persas, espartanos tentaram convencer atenienses a não reconstruírem as muralhas de sua cidade, alegando que, se os persas voltassem, podiam conquistar a Ática e fazer ali sua base de operações. Será que os emissários de Esparta realmente imaginavam que a população de Atenas aceitaria uma tolice como essa? Não só os muros de Atenas foram reerguidos, também o porto de Pireu, de que Atenas se servia, foi devidamente fortificado. Atenas, desse modo, cresceu em importância política e econômica, causando medo à Liga do Peloponeso.
A partir dessas considerações, não é difícil entender que Esparta tratou de incentivar e apoiar revoltas entre os aliados de Atenas, que, passado o perigo persa, estavam já cansados de contribuir para sua orgulhosa "protetora". O curioso é que, ao contrário do que acontece em nosso tempo, em que o imperialismo às vezes se faz passar por humanitário, filantrópico, até caritativo, no Século V Atenas não fazia nenhum esforço para ocultar seu caráter dominador. Achava, até, que tinha todo o direito a isso. Assumia o fato abertamente, segundo palavras de delegados atenienses que compareceram a uma assembleia em Esparta. Sua cidade-Estado, amante do conhecimento, apaixonada por novidades e sempre receptiva a mudanças se isto lhe trouxesse alguma vantagem, não estava disposta a ceder diante das reclamações de cidades aliadas (³). Não seria o caso de Esparta estar por trás de tudo isso, tentando atraí-las para seu lado? 
De uma parte, a militarista e conservadora Esparta, com seus aliados do Peloponeso; do outro, a imperialista, rica e culta Atenas, também com seus aliados. Será que essa política de alianças lembra alguma coisa mais recente, leitores? A guerra era inevitável, por ser, inclusive, desejada (⁴). No decurso dos acontecimentos, Atenas foi atingida por uma peste que, mais que as armas inimigas, contribuiu para esgotá-la. Como se sabe, Esparta venceu. A Grécia, porém, jamais foi a mesma. Os longos anos de guerra haviam-na enfraquecido sobremaneira. Em um discurso proferido por Cláudio, imperador romano, cujas palavras foram relatadas por Tácito, há uma ideia que dá o que pensar. "Qual foi a causa da decadência dos lacedemônios e dos atenienses", perguntou ele, "que foram poderosos nas armas, a não ser que tratavam como estrangeiros a todos os povos que dominavam? (⁵)". Começamos com uma pergunta, leitores, e terminamos com outra. Não é raro, em se tratando de História, que as questões levantadas sejam mais numerosas que as respostas.

(1) 498 - 448 a.C.
(2) Era assim que os gregos se referiam ao monarca persa.
(3) Cf. TUCÍDIDES, História da Guerra do Peloponeso, § 73 a § 78.
(4) A Guerra do Peloponeso ocorreu de 431 a 404 a.C.
(5) TÁCITO, Annales, Livro XI. O trecho citado foi traduzido por Marta Iansen, para uso exclusivamente no blog História & Outras Histórias


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quinta-feira, 29 de março de 2018

Como a deusa favorita dos atenienses ganhou um nome extra

Nomes indígenas, explicou Hans Staden, eram em geral referências às qualidades de animais, plantas e do que mais havia na natureza. Ao nascer, cada menino tupinambá recebia um nome, e assim ficava, até que, já adulto, estava apto a matar inimigos. Então, àquele a quem era conferida a honra de abater um prisioneiro em um ritual de antropofagia, concedia-se o privilégio extra de "ganhar um nome", ou seja, de anexar ao seu próprio o nome do guerreiro de outra tribo que matara. Por isso, a lista de nomes que um tupinambá podia ostentar era diretamente proporcional ao número de inimigos mortos. Entretanto, como documentava o "currículo", se pertencia a uma cultura ágrafa?
Ainda de acordo com Hans Staden, após matar o prisioneiro que seria devorado, o tupinambá tinha o braço riscado com um dente pontiagudo de algum animal. Essa cerimônia tinha grande importância e devia ser realizada pelo chefe da aldeia. A cicatriz que daí procedia era o comprovante inequívoco da coragem e valentia que o caracterizavam como um verdadeiro herói diante de sua gente.
Agora, leitores, vamos voar até a Grécia Antiga, onde encontraremos alguém que também ganhou um nome. Atena - lembram-se dela? - a deusa que nasceu da cabeça de Zeus, entrou em combate, ao lado do pai, contra gigantes que ameaçavam o Olimpo. Matando um deles, cujo nome era Palas, arrancou-lhe a pele, da qual fez um revestimento para o escudo que usava. Com isso, a deusa grega, que não era tupinambá, também ganhou um nome, passando a ser conhecida como Palas Atena, e lá se foi mitologia afora, para viver novas aventuras.


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Travessuras dos deuses gregos

Deuses greco-romanos não foram incontestáveis nem na Antiguidade


Mesmo quando a antiga civilização grega estava em boa forma, já havia críticas às crenças religiosas populares. Platão, em sua República idealmente configurada, propunha que de modo nenhum a juventude devia ser induzida a crer em deuses como Zeus e Hera, que não podiam ser apresentados como paradigmas de autocontrole e moralidade. O raciocínio de Platão era simples: quem pretendia formar bons cidadãos não poderia ensinar a devoção a deuses que não passavam de maus exemplos. 
Estaria o filósofo exagerando? Vai aqui uma pequena coleção de travessuras, talvez pouco conhecidas, que mostram o que deuses gregos eram capazes de aprontar:
  • Um caso de teofagia: segundo a Teogonia de Hesíodo, Zeus Olímpico (ele mesmo!) devorou Métis, sua primeira esposa (¹), que era a personalidade mais sábia que havia, tanto entre os deuses como entre os humanos.
  • Mais Hesíodo: Zeus Olímpico era pai de uma infinidade de seres; entre eles estavam as nove musas, cuja mãe era Mnemósine. Oh! Acontece que Zeus era casado com Hera, e sua filharada tinha uma variedade de mães, e não apenas deusas: vez por outra Zeus se apaixonava por uma mortal... E então nascia um semideus.
  • Ainda segundo Hesíodo, Urano foi emasculado por seu filho Cronos (que depois seria pai de Zeus). Que estirpe!
  • Palas Atena (até ela), enciumada pelos belos trabalhos de agulha feitos por uma mortal de nome Aracne, tão bons que se equiparavam aos seus (se é que não levavam vantagem), teria presenteado a infeliz bordadeira humana com a capacidade de tecer e tecer, eternamente - transformada em uma aranha (²), é claro.
  • Vingança desproporcional: Acteon, um caçador, viu, um dia, por acaso, a deusa Diana (também caçadora), que saía do banho em um riacho. Irritadíssima, Diana transformou o indiscreto caçador em um cervo que (nem é preciso lembrar), foi logo perseguido e estraçalhado pelos cães de caça que acompanhavam a deusa.
  • Para escapar do assédio de Apolo, Dafne, uma ninfa que pastoreava ovelhas, viu-se transformada em um loureiro. 
  • Mais Apolo, e mais vingança desproporcional: Furioso com Marsias, um flautista que ousou desafiá-lo em um torneio de música, o deus que conduzia a carruagem do sol ordenou que seu oponente, amarrado a uma árvore, fosse esfolado vivo. Os berros de Marsias foram suficientes para comover as outras divindades, que resolveram transformar o infeliz torturado em um rio, com águas compostas de lágrimas e sangue.
Vaso grego com decoração retratando
o nascimento de Palas Atena (⁴)
Algumas dessas estripulias parecem, hoje, até poéticas, mas, na Antiguidade, nem sempre eram vistas com tanta benevolência. No final do Século II, em face da perseguição imposta aos cristãos pelo Império Romano, Tertuliano escreveu na Apologia endereçada ao Senado:
"Vossa justiça é uma ofensa aos céus, porque, ao condenar ladrões, assume que há deuses que deveriam ser enforcados." (³)
Indo mais longe na argumentação, chegou a sugerir que seria mais sensato ter homens virtuosos na conta de divindades, e não deuses cheios de defeitos de caráter, como eram aqueles do panteão greco-romano:
"Há, porventura, entre vossos deuses, algum que seja mais sábio que Sócrates, ou mais justo que Aristides, melhor soldado que Temístocles, melhor comandante que Alexandre, de mais sucesso que Polícrates ou mais eloquente que Demóstenes? Há entre os eleitos para deuses alguém mais sábio que Catão, mais justo e melhor general que Cipião, ou melhor comandante que Pompeu, ou mais feliz que Sila, ou melhor orador que Túlio? Se a divindade é questão de mérito, melhor seria ser atribuída a eles, do que a Júpiter ou Saturno." (³)
Portanto, leitores, tudo indica que, quanto ao conceito que faziam dos deuses venerados entre o povo, Tertuliano e Platão estavam de acordo, ainda que, quanto ao tempo, tenham vivido separados por vários séculos.

(1) As lendas da Antiguidade divergiam quanto ao modo como isso ocorreu, mas uma tradição corrente era de que Métis, transformada em água, fora engolida por Zeus.
(2) Havia outras explicações para a origem dos aracnídeos, mas esta é perfeitamente compatível com o caráter de Palas Atena, ciumenta e vingativa como poucos.
(3) As citações da Apologia de Tertuliano que aparecem nesta postagem foram traduzidas por Marta Iansen, para uso exclusivamente no blog História & Outras Histórias.
(4) BIRCH, Samuel. History of Pottery vol. 1. London: John Murray, 1858.


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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Palas Atena

Como nasceu a deusa favorita dos atenienses


Imaginem, leitores, a mais terrível dor de cabeça. Pois saibam que, de acordo com a mitologia, Zeus teve uma dessas, e não foi no sentido figurado. Iria começar um "parto" estranhíssimo. É que da cabeça de Zeus, que tanto doía, saiu sua filha favorita, Palas Atena, retratada, entre os gregos, como a deusa do conhecimento, das decisões ponderadas, da perspicácia, mas que, a despeito disso, friamente pérfida, amava o som das batalhas, o tropel dos cavalos que corriam para a luta, o choque dos escudos dos combatentes, os gritos de comando, as demonstrações de bravura. 
Palas Atena era a deusa mais importante na cidade-Estado de Atenas. Não que os outros deuses não tivessem lá seu espaço, mas, usando uma linguagem de nossos dias, pode-se afirmar que ela era a padroeira. Teria a cidade se desenvolvido buscando ter, em si, as características da deusa ou, ao contrário, atribuía-se a Palas Atena aquilo que os atenienses valorizavam em si mesmos e em sua cidade? Afinal, Atenas foi, em seu máximo poderio, um centro de cultura absolutamente espetacular, mas era, também, imperialista, dominadora, escravocrata. Vejam, leitores, que, em uma ou outra hipótese, a cidade e sua deusa combinavam muito bem.
Tanta sabedoria - na deusa, bem entendido - estava, porém, condicionada à perpétua virgindade (*). Tudo tem seu preço, e nem mesmo para a queridinha de Zeus houve uma exceção.

(*) Essa é, portanto, a razão pela qual o templo consagrado à deusa em Atenas foi chamado Pártenon.


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