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sexta-feira, 12 de abril de 2024

Vestuário dos antigos egípcios, de acordo com Heródoto

Alguns trajes egípcios da Antiguidade (*)

O vestuário básico de um egípcio na
Antiguidade compunha-se, segundo Heródoto, de uma túnica feita de linho, cujo comprimento alcançava os joelhos, e à qual, usualmente, se acrescentavam franjas; quando fazia frio, os egípcios vestiam, sobre a túnica de linho, uma capa feita de lã.
Contudo, ao ir aos templos, jamais egípcios deveriam usar qualquer roupa de lã, apresentando-se apenas com trajes de linho, porque, sempre de conformidade com Heródoto, vestir qualquer coisa de lã em cerimônias religiosas era, para eles, um sacrilégio. Pela mesma razão, os mortos, depois de mumificados, somente eram vestidos com trajes de linho para o sepultamento.
A moda é volúvel. Heródoto descreveu o que viu no Século V a.C., mas o Egito foi um império que durou muito, muito tempo, e, além disso, camadas sociais distintas, pela diferença na capacidade econômica, tinham também suas particularidades no vestuário. O linho, porém, crescia muito bem e tinha qualidade no Egito, daí seu uso generalizado para a confecção de roupas, que eram também preferidas pela adequação às condições climáticas em que eram usadas. 

(*) Cf. CHALMERS, Helena. Clothes on and off the Stage - A History of Dress. New York, London: D. Appleton and Company, 1928, p. 25. A imagem foi editada para facilitar a visualização neste blog. 


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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Por que alguns povos da Antiguidade gostavam de repolho

Repolho-roxo é roxo devido à presença de antocianinas. Exatamente por isso, a criançada das escolas costuma usá-lo para fazer um indicador ácido-base caseiro. Bem, a coisa parece mais obra de cozinha que de laboratório de química (embora esses dois lugares tenham muito em comum), mas é necessário preparar uma espécie de suco de repolho (essa ideia não soa bem...), que pode ser usado para testar uma série de substâncias. Ordenadas de acordo com o pH, as várias amostras obtidas apresentam um resultado colorido, e os jovens estudantes entendem que estão fazendo descobertas notáveis. Em seu crescimento intelectual, estão mesmo.
Pois bem, meus leitores, os povos da Antiguidade não sabiam nada sobre indicadores ácido-base, pH, antocianinas, mas tinham suas razões, culinárias ou não, para cultivar repolho. Os egípcios, gregos e romanos gostavam muito dessa crucífera: os primeiros, pelo sabor, os dois últimos, por um motivo supostamente medicinal. É que se dizia que o repolho, e em particular o de folhas roxas, era um recurso eficiente para impedir os malefícios que se seguiam à ingestão de bebidas alcoólicas. Tolice, é evidente. Apenas mais uma superstição, dentro do rico arsenal de bobagens que o combate à embriaguez tem suscitado ao longo dos séculos. 


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