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segunda-feira, 8 de abril de 2024

Deuses dos astecas

Os astecas, como muitos outros povos indígenas da América, eram politeístas. Algumas de suas divindades eram vistas como benfazejas, enquanto outras eram temidas, pelos malefícios que, supunha-se, eram capazes de fazer.
À semelhança de outras mitologias, alguns deuses estavam associados à natureza (sol e chuva, por exemplo); por vezes, estavam ligados às várias atividades humanas. Aqui está uma pequena lista com alguns dos principais deuses (*) do panteão asteca:
  • Quetzalcoatl, a "serpente emplumada", deus dos sacerdotes, representado como o iridescente pássaro quetzal, estava também associado ao vento e à escrita; 
  • Tlaloc, deus da chuva e da fertilidade;
  • Huitzilopochtli, deus do sol e da guerra, representado como o colibri-azul;
  • Tonatiuh, deus-sol;
  • Yacatecuhtli, deus protetor dos mercadores itinerantes que viajavam pelo império asteca e por domínios de outros povos, atuando também como informantes ou espiões;
  • Mictlantecuhtli, deus da morte.

(*) Adotou-se aqui a grafia mais comum para o nome das divindades astecas, embora outras possam ser encontradas. 


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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Hierarquia social no Império Asteca

Hernán Cortés e seu bando começaram a enfrentar o Império Asteca em 1519, percebendo que, para isso, podiam contar com a ajuda de povos vizinhos, cansados dos pesados tributos a que estavam sujeitos e dos contínuos sacrifícios humanos, cujas vítimas deviam fornecer. Depois de várias escaramuças e de luta renhida pelo controle de Tenochtitlán (a capital asteca), o pequeno exército espanhol venceu. Simplificando bastante, a sociedade que os invasores encontraram (e destruíram) era assim organizada:
  • 1. Imperador, cujo cargo era vitalício. O sucessor de um imperador era escolhido dentro da família real, mas não precisava, necessariamente, ser filho do antecessor.
  • 2. Mulher-serpente, que, a despeito do título, era um homem, e, em nome do imperador, exercia liderança em várias situações da vida diária. Havia também Conselheiros civis e/ou militares e sacerdotes importantes, que assessoravam o imperador em suas decisões (o próprio imperador, antes de ocupar o cargo, era educado como guerreiro e sacerdote).
  • 3. Nobreza, constituída principalmente por altos funcionários e governadores provinciais. De um modo geral, os sacerdotes, bastante numerosos, eram também contados entre os nobres. A nobreza estava isenta de impostos e detinha a propriedade de terras.
  • 4. Povo comum, constituído por homens livres. Alguns trabalhavam na terra, outros eram artesãos (hereditariamente), ou ainda comerciantes.
  • 5. Escravos, que podiam ser tanto estrangeiros aprisionados em alguma guerra, como astecas que, empobrecidos, tinham tantas dívidas que, para pagá-las, eram obrigados a trabalho compulsório. Havia astecas que, sendo livres, preferiam ser reduzidos à condição de escravos, para que, dessa forma, tivessem alimento provido por seu senhor.
Notem, leitores, que a estratificação social vigente entre os astecas pode ser comparada à de vários povos, a começar pela Antiguidade. Com as devidas ressalvas, não lembra, por exemplo, a do Egito Antigo?  Havia, porém, na sociedade asteca, um aspecto que a distinguia de muitas outras: a possibilidade, ainda que pequena, de ascensão social. Um jovem comum, talvez filho de camponeses, podia chegar a ser um nobre, se demonstrasse bravura e competência nas guerras frequentes em que os astecas se envolviam, a fim de dominar outros povos, enfraquecendo-os, e obrigando-os ao pagamento de tributos.


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