domingo, 3 de março de 2013

Cidadania, civismo, civilidade - Parte 1

Não é incomum, quando se pergunta a alguém sobre o que é cidadania, que a resposta venha prontamente: "Ah, são os meus direitos!"
É fato que já houve tempos em que "pessoas comuns" não tinham, na prática, quase direito algum, ainda que as leis eventualmente os determinassem. Gente da nobreza, essa sim, detinha direitos e privilégios zelosamente preservados. As coisas mudaram (ótimo), e vê-se que as pessoas se orgulham de seus direitos como cidadãos. Até aqui, nada mais justo. A questão tem, no entanto, um outro lado.
Sim, a cidadania plena inclui direitos, mas, por suposto, também muitas obrigações, é é nisso que ainda há muito a ser feito - um trabalho educacional que pode até ser moroso, conquanto indispensável. Pode parecer antipático, mas não importa. Esta postagem trata de deveres que são frequentemente desprezados.
As imagens, a partir de agora, falarão muito. As palavras serão poucas, apenas descrições de situações concretas que exemplificam deveres muito simples, mas frequentemente ignorados.

1. Todo mundo sabe que nas áreas de estacionamento em shopping centers, supermercados, etc. há vagas reservadas para veículos de pessoas com deficiência. Essas vagas não deveriam, jamais, ter outros usos - é um dever que todo cidadão-condutor de veículo deveria levar a sério. A foto abaixo mostra, no entanto, que isso nem sempre acontece. Foi pouco antes do último Natal, em um shopping center bastante movimentado, em razão das famosas "compras de final de ano".

Em um shopping center, carrinhos de compras ocupam vagas reservadas para
veículos de pessoas com deficiência

2. Sempre pode ser pior... Desta vez em outro shopping center, em um dia de janeiro. Um caminhão, possivelmente para fazer entrega de mercadorias, ocupava vagas reservadas, bem diante de uma das entradas. Uma aberração, mesmo porque, como se sabe, nenhum caminhão chega a um lugar e estaciona sozinho (ainda não). Há um condutor responsável por isso, e esse bem que precisava de uma liçãozinha sobre respeito aos direitos alheios, os dos outros cidadãos.

3. Lixo deve ser posto em local apropriado, ficando a coleta a cargo do poder público. De preferência, deve ser devidamente separado e encaminhado para reciclagem. Aliás, essa é uma questão tão importante, que, em outra postagem, ainda voltaremos a ela. Ajuntar lixo, no entanto, à margem de uma rodovia, diante da entrada de uma cidade... Foi o que vi, no interior de São Paulo, em fins de dezembro:


E então, leitores, que tal? Curiosamente, quando fui fazer a foto, chegou alguém em um carro, estacionou, desceu, jogou mais um monte de lixo, voltou para o carro e foi embora, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. Poderia falar muito mais: dos que não respeitam as faixas para travessia de pedestres, dos que usam o acostamento para ultrapassagens (e, o que é pior, mesmo quando a sinalização eletrônica da rodovia indica acidente à frente), dos que fazem festas com som altíssimo madrugada adentro - tenho certeza de que meus leitores terão muitos outros exemplos para, mentalmente, concluírem este parágrafo.
Na próxima postagem tem mais.


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